01 janeiro, 2006

Série Países realmente ferrados encravados entre nações opressoras em localidades que Deus esqueceu 17 - Ilha Bougainville





A ilha Bougainville deve este singelo nome ao seu descobridor, Louis de Bougainville, um navegador francês que passava por lá no século XVII e resolveu tomar posse da desabitada ilha (não havia nem um civilizado, então é desabitada) para seu país. Depois de uns três séculos de dominação e opressão estrangeira, os bouganvillenses (putz que horrível) conseguiram sua almejada liberdade, mas sobraram como província de Papua Nova Guiné, aquela meia ilha em cima da Austrália, habitada por umas 300o (três mil, sério) etnias diferentes, cada uma com uma língua. Revoltados com tamanha humilhação, os bouganvillenses resolveram reagir e, em meados da década de 80 (ninguém sabe ao certo quando e, na verdade, não interessa), fundaram o BRA, Exército revolucionário de Bougainville... Tudo parecia caminhar para a independência total da ilha, até que os rebeldes fizeram algo que foi sua sentença de morte: resolveram nacionalizar a companhia mineradora que explorava o cobre da ilha, BTZ (britânica). Os ingleses, utilizando sua colônia local chamada Austrália, venderam umas armas velhas que serviram para matar irlandeses na década de 70 ao governo Papua, que por sua vez as utilizou para matar 10% da população da ilha, uns 20 mil habitantes. Entre os crimes de guerra do governo Papua (australiano (inglês, nem eu sei mais direito)) estão o bloqueio marítimo às lhas, impedindo a entrada de ajuda humanitária (o que é proibido pela convenção de Genebra, aquela que torna a guerra uma coisa humana e mais leve para os não-combatentes), de alimentos (o que é proibido pela convenção de Genebra, aquela que torna a guerra uma coisa humana e mais leve para os não-combatentes), de remédios (o que é proibido pela convenção de Genebra, aquela que torna a guerra uma coisa humana e mais leve para os não-combatentes) e dos observadores internacionais (idem, mas que vão lá pra ver se a guerra está indo bem e não está destruindo nada que possa dar preju às empresas ocidentais). Em 1997 a guerra acabou, graças à eficaz e prestativa ação do governo da Nova Zelândia, também ela uma colônia inglesa na região.
Pela liberdade dos povos oprimidos!