23 setembro, 2005

Pesquisa Interativa - Vote para o prêmio Nobel da Paz 2005




O vencedor do Nobel da Paz 2005 será anunciado em 7 de outubro, na tradicional cerimônia de entrega dos prêmios em Oslo, na Noruega. Nesta lista, estão alguns nomes que muito fizeram pela paz mundial e a concórdia entre os povos oprimidos do mundo.

Aqui vai a lista do mais bem cotados:

Presidente George W.Bush (Americano - 1 chance em 1000)
Premier Tony Blair (Britânico - 1 chance em 500)
Presidente Luís Inácio Lula da Silva (Brasileiro, e não desiste nunca - 1 chance em 151)
Presidente Hugo Chavez (Venezuelano - 1 chance em 80)

Para votar, deixe seu recado.

22 setembro, 2005

Série Nações do Mundo Livre escravizadas pelos imperialistas 7 - Ilhas Georgia do Sul e Sandwich do Sul




Localizadas nas proximidades do continente antártico, a meros mil km das Ilhas Falkland, as Georgia do Sul e Sandwish do Sul são mais uma colônia britânica em solo (solo?) americano (antártico?). Reclamadas, assim como as Falkland (Malvinas?) pelo governo argentino, as ilhas contam com uma população de zero habitantes, e é sede de uma base de pesquisa do programa antártico britânico, na antiga estação baleeira de Grytviken. O território das nove ilhas comporta inclusive vulcões ativos, sendo o mais interessante o Monte Paget, com 2934 metros de altura. Mas porque os nossos conhecidos amigos colonialistas imperialistas britânicos se dariam ao trabalho de manter um povo oprimido (que povo?)? A resposta para o jugo que recai sobre os pingüins e focas locais é que o governo britânico transformou a região em reserva ecológica (econômica?), e a preservação local impões que as ilhas tenham também o direito a um mar territorial de 200 milhas marítimas de extensão (até uma garrafa de plástico boiando, se tiver uma bandeira fincada em cima, tem direito a parcela equivalente de 200 milhas de mar territorial, desde que convença os outros países (países?) da antigüidade de ocupação e do direito a exploração de tal área de garrafa).
Contra o colonialismo no mundo!

08 setembro, 2005

Pesquisa interativa




Nesta semana, estamos realzando uma pesquisa entre nossos assíduos leitores (ninguém) sobre qual país oprimido eles querem saber mais. As opções de povos oprimidos a serem estudados são: Ilhas Aaland, Guam ou Ilhas Geórgia do Sul e Sanduíche do Sul. Para votar, deixe seu comentário ao final desta postagem. Se ninguém votar (o que é mais provável), eu vou escolher qualquer um deles...

05 setembro, 2005

Série Nações Oprimidas no Mundo Livre 6 - América do Sul - Ilhas Falkland


As Ilhas Falkland compreendem um arquipélago localizado no Atlântico Sul, a cerca de 300 milhas da costa argentina. Como todos os povos até aqui estudados neste blog, os falklanders são oprimidos poe um governo alienígena, o inglês, que gasta milhares de libras para manter o incrível sistema de welfare state que os nativos gozam. O sistema político dos territórios ultramarinos da Coroa Britânica estabelece um alto grau de autonomia aos locais; a câmara local é escolhido pelo voto, enquanto o governador é nomeado em Londres.
A base econômica das ilhas é, sem dúvida nenhuma, a criação de ovelhas (cerca de trezentas por cada habitante), além de atividades ligadas à pesca e extrativismo marinho. Os 2739 ilhéus (isso mesmo, contadinhos) são em sua maioria absoluta descendentes dos antigos colonizadores ingleses, que conquistaram as ilhas dos pingüins, focas e espanhóis da colônia do Prata, em meados do século XVI.
Claro que por trás desta aparente fachada de tranqüilidade bucólica dos camponeses locais existe uma luta que se prolonga a séculos entre os espanhóis e seus descendentes argentinos, e os britânicos, pela posse das ilhas, vistas como base indispensável à segurança nacional de ambas as nações. Mas não é só o fato de que mais de 500 soldados ingleses estão estacionados nas ilhas desde o fim da Guerra das Malvinas, em 1982, o que incomoda nossos vizinhos portenhos. O fato é que as ilhas são donas de um imenso e ainda pouco explorado espaço estratégico de extrativismo animal (krill) e mineral (petróleo), além de servir como entreposto entre a América e o continente Antártico, que num futuro não muito distante pode tornar-se chave mestra na luta pela sobrevivência neste conturbado planeta. Os fazendeiros das Falkland (ou Malvinas), alheios a tudo isto, tocam sua vida oprimida, cuidando de suas ovelhas e pescando, como seus antepassados faziam a séculos.

04 setembro, 2005

Série Populações Escravizadas por Motivos Imperialistas 5 - Ásia - Ilhas Christmas




As ilhas Christmas são um território explorado pela Austrália (aleluia, um país imperialista que não fica na Europa), localizado 300 milhas ao sul de Java e 1200 milhas da Austrália. Sua superfície é de 135 km², para uma população atual de 351 habitantes. Possui câmara local de 9 representantes, sendo o governador apontado entre algum coitado da burocracia de Camberra para o eminente cargo pelo Governador Geral da Austrália. Fazendo justiça aos australianos, os locais têm os mesmos direitos e deveres que qualquer cidadão australiano.
A economia, que segundo Karl Marx é o motor das ações humanas e, conseqüentemente, da história, é baseada na exploração de fosfato e na construção de um espaçoporto (!), que os australianos estão instalando nas ilhas, similar ao que o Brasil têm lá no Maranhão.
O incrível desta história toda é que a ilha, anteriormente uma das muitas colônia penais britânicas no Índico e no Pacífico, agora está entrando de vez na era da Informação (isso se o tsunami não aparecer por lá e destruir tudo de novo, como fez da última vez.
Pelas fotos, o lugar devia ser mais bem utilizado como praia (como se os australianos tivessem poucas praias no seu litoralzinho), mas o fato de estar quase na altura da linha do Equador foi preponderante para os australianos resolverem mandar a ilha pro espaço, literalmente.

30 agosto, 2005

Série Nações Colonizadas por potências Imperialistas 4 - África - Ilha de Reunião




Ilha de Reunião: território ultramarino da república francesa.

A ilha de Reunião faz parte do arquipélago das Mascarenhas. A floresta tropical e os maciços vulcânicos (ponto culminante em 3.069 metros) tornam extremamente interessante sua paisagem. Em 1638, o navio "Saint-Alexis", a caminho das Índias, toma posse desta ilha deserta em nome do rei Luís XIII. A Reunião torna-se departamento francês em 1946. Com uma superfície de 2.512 km², a Reunião tem 706.300 habitantes, constituindo notável convergência de populações: africana, asiática, malgache e européia. A população da Reunião é a maior de todo o ultramar francês.
Para quem não tem a mínima idéia de onde fica Reunião, uma dica: ao lado de Madagascar, de fente para o Oceano Índico. Para que servia antigamente? Como entreposto para as naus que circundavam o continente africano em direção às Índias, antes do canal de Suez. Mas os navios não tomavam a rota interna, entre Madagascar e a África? Sim, era uma possibilidade, mas por fora da ilha as naus aproveitavam os ventos das monções do Oceano Índico, e chegavam mais rápido. Qual o interesse dos franceses em uma ilhazinha remota, no fim do mundo?
Observe o mapa novamente e note uma estranha disposição das colônias (perdão, departamentos de ultramar) francesas. Suponha que os interesses franceses exijam a instalação de umas bases militares nestas regiões (tem uma bem grande na nossa vizinha, Guiana Francesa). Suponha que essas bases tenham capacidade para aquartelar uns vinte ou trinta mil soldados de uma só vez. Suponha ainda que os interesses franceses tenham que ser defendidos por estes bravos soldados... Pra bom entendedor, meia palavra basta.
A pergunta que faço é: os habitantes de Reunião, de maioria francesa emigrada, querem ficar independentes da França, perdendo os gordos subsídios que o Ministério do Interior Francês investe na ilha? Querem a anexação do território a Madagascar??? Como livrá-los dessa terrível opressão em que vivem? Pela libertação imediata de todos os povos oprimidos do mundo!

Série Povos escravizados do Mundo 3 - América do Norte - Saint Pierre e Miquelon




Com a incrível superfície de 242 km², o arquipélago de Saint Pierre e Miquelon localiza-se no Continente Americano, mais especificamente na costa sul da Ilha de Newfoundland (Terra Nova), no Canadá. É um território ultramarino pertencente a república Francesa (sempre ela, determinada a dominar o mundo), com uma população de cerca de 7000 habitantes vivendo sob seu jugo opressor! Com essa absurda população, as ilhas tem direito a uma assembléia regional (de 19 membros) e um assento no senado federal, em Paris. A economia baseia-se basicamente na pesca e na agricultura inscipiente. Saint Pierre e Miquelon não possui forças armadas, já que a defesa do território é responsabilidade da França (defesa do que, meu Deus!).
Historicamente falando, o território é um resto das antigas possessões francesas na América do Norte, que não foram entregues aos ingleses após a guerra entre os dois países no século XVIII. Pelo tratado de Utrech, Quebec e Newfoundland passaram de domínio francês para britânico, ficando a França com esse arquipélago merreca. Por que a França iria querer conservar meia duzia de ilhotas na costa canadense? Para pescar? Não, para utilizar como base de reabastecimento de navios corsários (piratas) que atacavam as frotas inglesa e espanhola na América do Norte. Hoje seu porto serve como entreposto de entrada das mercadorias européias na América do Norte, além de ser um excelente lugar para instalar umas 50 bombas nucleares para atacar a costa leste dos Estados Unidos...
Contra a opressão dos povos livres das Colônias. Abaixo a dependência estrangeira. Viva o povo de Saint Pierre e Miquelon. Pela independência imediata desta pobre nação oprimida...

28 agosto, 2005

Série Colônias no Mundo Livre 2 - Europa - Ilhas Färoe




As ilhas Färoe são uma possessão ultramarina do Reino da Dinamarca, no continente europeu (sim, até na Europa existem povos subjugados pelos imperialistas). A população de 47000 habitantes, descendente dos primeiros colonizadores vikings da região (século VII), ocupa uma superfície de cerca de 1400 km². O clima, por incrível que pareça, é temperado oceânico, apesar da latitude de 62 graus norte, graças à ação da corrente do Golfo. Politicamente, os faroers possuem um parlamento local, de 32 cadeiras, com direito a um observador no senado de Copenhagen. Apesar da Dinamarca fazer parte da União Européia, os faroers votaram não à UE, e seus contatos com ela se fazem via metrópole. A base econômica das ilhas é (adivinhem) a pesca!!! Mas porque diabos os dinamarqueses se dariam ao trabalho de manter uma possessão no meio do Atlântico Norte, a mais de quinhentas milhas da Europa, com um déficit anual nas contas governamentais de 15% do PIB (cerca de 1 bilhão de dólares em 2003) e com uma renda per capita de U$$ 22.000? Pra pescar? Não, mas por que o Mar do Norte, onde por acaso ficam as ilhas, é uma das maiores reservas de petróleo (sempre ele) do mundo. O governo dinarmaquês realmente não dá ponto sem nó...

Contra a opressão dos governos alienígenas. Pela liberdade do povo Faroer. Pela independência desta nação valente. Abaixo o colonialismo no mundo...

Países oprimidos do mundo (esse é realmente oprimido) - Oceania - Pitcairn Islands




Com a impressionante superfície de 47 km², divididos entre cinco ilhas e ilhotas diversas, as Pitcairn localizam-se no Pacífico Sul, a meio caminho entre o Peru e a Nova Zelândia, na Polinésia. Sua população é de 46 habitantes. Não, você não leu errado, são exatamente 46.É uma possessão inglesa no Oceano Pacífico, com direito a Câmara local (com 10 assentos, pra 46 habitantes...) e um governador nomeado pela Nova Zelândia. A economia baseia-se na agricultura de subsistência, pesca, turismo e venda de selos... Na verdade, as ilhas já deveriam ter sido desocupadas, já que nada justifica os gastos dos ingleses em manter um sistema de governo e judiciário para sustentar esse número irrisório de pessoas.

Pela libertação das Ilhas Pitcairn (dos habitantes, abandonem-na logo e emigrem pra Nova Zelândia). Contra o imperialismo europocêntrico (os caras tem coragem de fazer uma bandeira pra um lugar assim). Viva o povo livre das Ilhas Pitcairn (não sei por que perdi meu tempo escrevendo sobre esse fim de mundo).