08 agosto, 2006

Série a Solução Encontrada por Stalin para o problema Sionista 29 - Yevreyskaya



Ferrovia Transiberiana: no detalhe em vermelho, a região de Yevreyskaya.

Yevreyskaya é o nome russo para uma solução encontrada por Stalin em 1928 para o fenômeno sionista na recém-formada URSS: uma província autônoma, conhecida no Brasil como Oblast Autônomo Judaico, ou república socialista soviética dos Judeus.
A presença judaica na Rússia remonta à Rússia Imperial. Muitas regiões ocidentais eram divididas em assentamentos russos e judaicos, com uma forte presença cultural iídiche. Apesar do virtual aparthied social, por causa do anti-semitismo das culturas cristãs em geral, as comunidades judaicas gozavam de certo grau de autonomia e prosperaram, não tendo a chance de juntar-se à comunidade russa mas mantendo intactas a cultura e a tradição iídiche. Por séculos, iídiches e russos conviveram mais ou menos em paz, até o início dos Pogroms.
Os pogroms tornaram-se comuns no século XIX, e consistiam em maciças deportações de camponeses iídiches, cujas terras eram ambicionadas por membros do campesinato e da nobreza russa. Logo estes pogroms se estenderam para as áreas urbanas, e o intenso movimento de pessoas rumo ao exílio de sua terra natal resultou na morte de milhares de pessoas, num dos grandes genocídios pouco comentados do século XIX. Para uma melhor visualização da presença judaica na Rússia czarista, sugerimos o filme 'O violinista no telhado'.

A política de extermínio disfarçado dos iídiches só arrefeceu com a chegada dos bolcheviques ao poder, cuja militância de origem judaica era de grande importância para a estabilidade do partido. Com a URSS, os iídiches foram reconhecidos como uma cultura autônoma, e portanto, de acordo com o estatuto dos povos não russos, teriam direito a uma entidade política autônoma, uma espécie de república ou província autônoma, que garantisse sua representação como classe no sovietes. Mas como garantir aos espalhados iídiches russos, por séculos de pogroms, um retorno às suas terras? Com a socialização dos meios de produção, não haviam mais terras particulares nas URSS. Também não era interessante desalojar os russos das terras roubadas de seus anigos donos durante os pogroms. A solução: criar uma região autônoma numa área desabitada, e mandar os judeus russos para lá. Surgia o Oblast Autônomo Judaico, em 1928. Mas a primeira questão é: porque na Sibéria, na fronteira com a China e próximo à Coréia? Como todos os projetos colonizadores, este também tinha seu propósito: garantir as posses das ricas terras ao norte do Amur, na fronteira sul da Rússia com a China. Apesar de gelada, e portanto imprestável para a agricultura, a Sibéria é rica em minérios, em especial ouro e urânio, além de madeiras. A construção da ferrovia transiberiana, ligando São Petersburgo a Vladivostok resolveu a questão de como chegar lá. Agora era necessário ocupá-las.
É claro que a iniciativa não funcionou como deveria. Os judeus ainda assentados em regiões como a Criméia e a Ucrânia não engoliram a história da Sião Marxista, e não conseguiam entender a relação entre ateísmo e judaísmo. Para estes, o propósito soviético era o mesmo dos antigos czares: tirá-los de suas terras e levá-los para lugares onde nem YHWH sabia onde ficava. Mas apesar deste revés inicial, graças ao crescente grau de autonomia dada à província, o Oblast Judaico Autônomo tornou-se o local mais democrático da URSS para se viver. Durante a Segunda Guerra Mundial, judeus emigrados das regiões ocupadas por Hitler ganharam a opção de se instalar na nova Terra Prometida, e foram viver na Sibéria. Também colaborou com a ocupação regional o plano de Stalin, em 1953, de deportar para esta região todos os judeus da URSS, como parte de seus planos de expurgos, mas que não foi completado pela sua morte neste mesmo ano.
Com o fim da URSS, a região esvaziou-se: os judeus emigraram para Israel ou para a Alemanha Federal reunificada. Hoje, menos de 1 por cento da população local define-se como iídiche.

Em destaque: a região do Oblast Judaico Autônomo



Em destaque: um bonito lugar para se passar as férias; ainda bem que é perto da praia



Em destaque: a base econômica da região só pode ser o extrativismo, por motivos óbvios

27 julho, 2006

Campanha Ajude Israel a matar um futuro guerrilheiro do Hisbollah



Cada dia que passa neste planeta, tenho mais orgulho da capacidade destrutiva de nossa espécie. Em cada dia, novos meios de se destruir os diferentes são inventados por cientistas, aperfeiçoados por militares e utilizados para se garantir uma paz duradoura, até a próxima guerra. Nesta nova fase da guerra, reinicia-se o ciclo, que parece não ter fim.
Atualmente, Israel está empenhado em um ataque às forças rebeldes do Hizbollah, que não aceitam o fato de que seus pais, mães, irmãos e irmãs, primos, sobrinhos, avós, amigos e conhecidos, conpatriotas e congêneres podem a qualquer momento serem mortos pelos vizinhos do sul. Ora, se alguém não aceita o fato de ser oprimido por alguém mais forte, o mais forte deve demonstrar ao mais fraco por que deve ser respeitada sua vontade. Mas grupos como o Hizbollah simplesmente não acatam tais leis naturais das relações humanas, e portanto, são alvo da demonstração de força do mais forte.
Mas o fato de Israel estar atacando a infraestrutura do Hisbollah (Líbano, nem eu sei direito) para atingir seus objetivos não está garantindo que sua autoridade seja respeitada. Por isso, estamos lançando a campanha: ajude Israel a matar um futuro guerrilheiro do Hisbollah! Para isso, estamos apelando para a comunidade internacional para, utilizando seus aparelhos de GPS, repassar as coordenadas de potenciais alvos onde possam estar escondidos terroristas, assassinos, bandidos genocidas e demais espécies de pulhas cuja finalidade na vida é ser filmado pela equipe de reportagem do Nirso estendidos no chão.

Em seguida, alguns dos possíveis alvos dos mísseis e bombardeios sionistas, com breve descrição.


A Casa Branca, em Washington, conhecida escola de terrorismo internacional: entre seus grandes feitos, estão a invasão de países como o México, Cuba, Porto Rico, Honduras, Nicarágua, El Salvador, Líbia, Granada, Vietnã, Coréia, Japão, Afeganistão, Iraque, entre outros. Também apoia ou apoiou movimentos extremistas em cinco continente, exceção feita à Antártida, além de ser um dos maiores produtores e vendedores de armas do mundo.


A sede do parlamento europeu, conhecido centro de treinamento de tropas auxiliares à escola estadunidense. Entre outros feitos, apoiou a não intervenção em diversos genocídios como o de muçulmanos no Oriente Médio (Líbano, Palestina) e na Europa (Bósnia, Kosovo), de africanos em Serra Leoa, Libéria, Congo, Ruanda, de asiáticos em Timor, Aceh, Filipinas e Diego Garcia.


A sede das Nações Unidas, em New York. Não faz muita diferença, mas já encheu o saco ver a ONU condenando as ações terroristas destas conhecidas escolas de terror. Para falar e não fazer nada já temos a Anistia Internacional, que aliás faz muito bem o seu papel.

14 julho, 2006

Série Países Oprimidos pela professora de ECS e por isso demorou tanto pra atualizar 28 - Jan Mayen




A pequena Jan Mayen é uma ilha vulcânica localizada a muitos quilômetros de distância de sua metrópole, a Noruega. Com a superfície de 373 km², Jan Mayen fica ente a Islândia e a Groenlândia, mas ninguém sabe se ali é Europa ou América. Possui importância estratégica fundamental, por ser um possível polo de prospecção de hidrocarbonetos num futuro próximo (resumindo, tem petróleo lá, mas não vão mexer nele tão cedo). A ilha já foi uma importante estação baleeira e de pesca comercial, mas hoje apenas abriga algumas pobres almas do programa Ártico norueguês, que trabalham na estação metereológica local.
Falando em baleias, Jan Mayen já foi um importante santuário de proteção à espécie até que os noruegueses, que possuem uma poderosa industria baseada na caça deste animal, chegaram por lá pelo século XVII. Depois de exterminarem milhões de baleias, a ilha voltou a ser um importante parque de preservação econômica-ecológica. Dentre as espécies protegidas encontram-se as raposas polares, aves marinhas diversas e claro os antigamente caçados cetáceos.

26 maio, 2006

Série Ilhotas Vulcânicas com alguns metros quadrados disputadas por colônias imperialistas 27 - Walpole, Matthew e Hunter Island





Legendas das fotos:

1) A ilha Matthew (sim, é isso mesmo, aquela coisa tosca ali)
2) O vulcão da ilha Matthew (poderiam ganhar dinheiro incinerando lixo, não acha)
3) A ilha Walpole

As ilhas de Walpole, Matthew e Hunter são três pequenas ilhotas vulcânicas desabitadas, localizadas entre o arquipélago de Nova Caledônia, na Polinésia Francesa, e Vanuatu, na Polinésia independente. Com a estupenda superfície de dois quilômetros quadrados, recheadas de vulcões e sacudidas periodicamente por algum terremoto, além de estarem seriamente ameaçadas de extinção pela simples subida da maré, estas incríveis superfícies territoriais são objeto de disputa sangrenta entre dois grandiosos países: Nova Caledônia, uma colônia francesa, e Vanuatu, uma ex-colônia.
Qual o objetivo de se dominar tais vulcões? Simples; assim como no caso de Kermadec, os vanuatenses e os neocaledônios pensam no futuro! Como daqui a uns duzentos milhões de anos mais ou menos, através do movimento vulcânico e das constantes erupções, além da deriva continental, estas pequenas porções de terra irão crescer, e formarão um novo continente. Claro que quem possuir a prescedência, como no caso da Antártida, vai obter melhores porções desta disputada terra nova.
Sem comentários, este lugar é tão tosco que nem sei direito por que perdi meu tempo falando sobre ele; mal se encontra informação sobre este país oprimido.

09 maio, 2006

Série Regiões entregues por povos oprimidos após guerras imperialistas 26 - Karelia





Karelia é a denominação comum de parte das terras localizadas entre o golfo da Finlândia, os lagos Ladoga e Aaninen e o mar Branco, na Rússia. Historicamente a região é o ponto de encontro de três culturas distintas: os nórdicos suecos, presentes aí desde o século XII, os suomi, ou finlandeses, cuja língua guarda semelhanças como os povos da estepe que emigraram para a Europa em levas desde a era do Bronze, e os eslavos russos, especialmente ligados a região de Lvov.
Com tantas diferenças culturais, não é de setranhar que a região de Karelia sempre tenha sido mutio disputada por estes povos. O reino sueco dominou politicamente a região até o século XIX, quando os finlandeses conseguiram sua independencia. Já a Rússia conquistou Karelia durante a guerra do Inverno, em 1939, quando os bolcheviques invadiram a Finlândia. Em 1943 os finlandeses expulsaram os soviéticos de Karelia, mas ao fim da Segunda Guerra foram derrotados e perderam definitivamente a área para os russos.
Economicamente, a parte russa da Karelia é uma das regiões mais atrasadas da Europa, contando com pouca ou nenhuma atenção do governo russo, desde o fim da guerra Fria. Com o término das hostilidades entre a URSS e a OTAN Karelia perdeu boa parte de sua importância estratégica militar, e hoje permanece abandonada pelo governo central de Moscou.
A subdivisão da federação russa se dá por meio de repúblicas autônomas, e uma destas é Karelia, mas a parte que pertencia aos finlandeses hoje é administrada pela região de Leningrad Oblast.
O governo finlandês não possui nenhuma exigência oficial de devolução das terras de Karelia ao antigo status quo, mas grupos civis dentro da Finlândia frequentemente vem advogando o direito dos mais de 450 mil exilados karelianos, espalhados pela Europa, de retornar as suas antigas terras, desapropriadas pela URSS ápós a invasão. Para os finlandeses, Karelia estaria melhor se fosse administrada pelo governo finlandês, o que é uma coisa óbvia.

02 maio, 2006

Série Nações Oprimidas em Mares Esquecidos que ninguém se lembra 25 - Ostriv Zmiyinyy/ Isla Serpilor






A ilha Zmiyinyy/Serpilor é um território oprimido localizado no mar Negro, entre a Ucrânia e a Romênia, sendo que esta última julga-se a dona do território. A Ucrânia ocupa a ilha com cerca de cem habitantes, a maioria pesquisadores e pescadores, devido à localização estratégica da mesma, no delta do rio Danúbio.
Antigamente um santuário dedicado à memória do herói Aquiles, a ilha passou sucessivamente sob domínio grego, macedônio, romano, turco, romeno e soviético. Esta última mudança de mãos ocorreu após a segunda guerra mundial, quando os romenos, aliados do Eixo, perderam boa parte dos antigos territórios da Bessarábia para a URSS. Além da perda destes territórios, a Romênia tornou-se um satélite do gigante comunista, situação que perdurou até a década de noventa.
Após o esfacelamento da URSS e o surgimento das repúblicas independentes, os romenos tentaram, sem sucesso, fazer rever os antigos tratados assinados com os soviéticos. Em 1948, os soviéticos unilateralmente moveram a fronteira entre a URSS e a Romênia para o lado oeste do delta do Danúbio. A ilha Zmiyinyy/Serpilor não fazia parte ou era mencionada nos tratados, o que faz dele território de jure da república romena. A Ucrânia, herdeira do território da Bessarábia, nega-se terminatemente a ceder qualquer parte do território aos antigos donos, alegando direito adquirido de guerra.
Na verdade, nenhum dos dois países está muito interessado na pedra em questão, mas sim na plataforma continetal, onde estimam-se existir reservas de óleo entre 1o milhões de barris e um bilhão de metros cúbicos de gás.
Contra o imperialismo econômico excuso (como se houvesse outro tipo de imperialismo...)!

11 abril, 2006

Série Países Oprimidos que podem servir de pretexto para a invasão americana no Irã 24 - Ilhas de Abu Musa, Grande Tanab e Pequena Tanab





As ilhas em questão são três pequenas extensões de terra cercadas de água por todos os lados, exceto por cima, localizadas no golfo pérsico, ou arábico, bem na entrada do dito cujo golfo. Apesar de serem literalmente desabitadas e deserticas, as ilhas são alvo de uma intensa disputa entre Irã, o imperialista invasor, e os Emirados Árabes Unidos, um conglomerado de interesses de senhores semi-feudais de terras, famílias nobres descendentes dos antigos conquistadores árabes da região, que se uniram em um estado federativo para não terem o mesmo fim que outros principados e potentados locais, absorvidos pela Arábia Saudita.
As três ilhas têm um valor estratégico enorme, pois a partir de suas águas territoriais é possível controlar a entrada e saída de embarcações do golfo pérsico, além de acreditar-se que nestas mesmas águas existam extensos reservatórios inexplorados de petróleo e gás natural. Dito isso, passemos ao problema: a quem pertencem Abu Musa, Grande Tanab e Pequena Tanab?
Um documento do século XIX estabelece que as ilhas são parte integrante do patrimônio familiar dos Al-Khawasmeh, sheiks que controlam boa parte do território dos Emirados de Ras Al-Khaimah e Sharjah. Estes sheiks também possuíam propiedades do outro lado do golfo, em território hoje iraniano, o que motiva a disputa entre ambos os estados. Ao perder a soberania sobre a parte iraniana de seus domínios, os Al-Khawasmeh conservaram seus domínios sobre o território da península arábica, incluindo as supra citadas ilhas da embocadura do golfo. O Irã contesta esta soberania, por considerar as ilhas parte do território perdido pelo sheik para os iranianos. Em 1971, num ousada ação militar, os iranianos, apoiados por só deus sabe quem (USA) resolveram invadir as ilhas e o conflito pela posse das mesmas continua em nível diplomático até hoje. Mas este conflito diplomático poderia sair da atual conjuntura se os iranianos conseguissem irritar o suficiente seus antigos aliados americanos ao ponto de eles invadirem o Irã, sob pretexto de libertar as ilhas das garras imperialistas do país ariano.
Pela independência das ilhas do golfo!

28 março, 2006

Série Futuros Continentes Formando-se no Pacífico dominados por potências imperialistas visionárias 23 - Ilhas Kermadec





As ilhas Kermadec, como o próprio nome diz, são um território insular localizados algumas centenas de quilometros (800) da Nova Zelândia, sua metrópole. O território é desabitado, ou seja, não tem ninguém morando lá. Além de desabitado, também é um pouco isolado, o que talvez explique a afirmativa anterior. Dados de arqueológos indicam a presença de populações polinésias na região entre os séculos 10 e 14, quando abandonaram a área ou se estinguiram.
As ilhas localizam-se na região subtropical do globo, com imensas florestas endêmicas, ou seja, qu só existem por ali. Também destaca-se pelos frequentes e diários terremotos que vicejam na região, localizada entre as placas tectonicas do Pacífico e da Austrália-Índia. As altitudes variam entre 80 metros e 1500 metros, e estão diariamente em processo de formação nos diversos vulcões ativos que formam a crosta local.
O objetivo do governo neo- zelandês, além de proteger os ratos que imigraram da Europa e destruiram a vida animal da região, é apossar-se de uma fonte de terras novas aparentemente inesgotável, já que daqui a alguns milhões de anos, a região deverá formar um pequeno continente, juntamente com Tonga.
Contra o imperialismo com motivos futuros excusos!

24 março, 2006

Série Pedras cobertas por ninhos de passarinhos oprimidas por disputas imperialistas 22 - Machias Seal Island




A ilha de Machias Seal localiza-se no Canadá, na fronteira marítima entre o estado de New Brunswick e o Maine, nos Estados Unidos. Geologicamente, a ilha faz parte do arquipélago de Grand Manan, uma série de rochas escavads pela ação do gelo durante as ultimas glaciações, a maior parte desabitadas.
A oprimida população de ilhéus compõem-se principalmente de aves marítimas que fazem escala na ilha durante a temporada de migração para o sul, quando as espécies do ártico como a Fratercula arctica e o Sterna hirundo, ambas espécies que vivem ao redor do ártico, alimentando-se exclusivamente de peixes. Estas oprimidas populações, são disputadas em virtude da ambigüidade do texto do tratado de Paris, em 1783, que pôs fim à guerra de independência dos Estados Unidos e especificou a fronteria entre a colônia inglesa do Canadá e os americanos. O texto dá margem à diversas interpretações, dependendo do lado em que se está. A ilha permanece pois como uma disputa territorial entre ambos os países, o que poderia levá-los a uma sangrenta guerra de proporções apocalípticas (basicamente, as piores partes da Bíblia).
No meio deste conflito, os pobres animaizinhos permanecem sobre o jugo do Departamento Florestal Canadense, que possui um farol e estações de pesquisa na região, destinados ao acompanhamento das espécies migratórias. A solução ideal para o conflito seria declarar a independência de Machias Seal Island, antes que o governo George W. Bush resolva utilizar a disputa como pretexto para invadir a ilha...

17 março, 2006

Série Nações Bem sucedidas em seus desígnios de liberdade 21 - República da Concha (essa é muito boa)




A república da Concha obteve sua soberania após séculos de dominação imperialista americana no dia 23 de abril de 1982. A ação foi uma resposta a um bloqueio em que a patrulha rodoviária imperialista americana bloqueou a US 01, única via de acesso entre as ilhas e a Flórida. A medida da patrulha visava evitar que imigrantes ilegais entrassem nos Estados Unidos, como se as Keys não fizessem parte do mesmo... Em resposta a este ato de evidente agressão de seus direitos como cidadãos americanos, o prefeito das Keys, Dennis Wardlow, declarou independência dos Estados Unidos, uma vez que estavam sendo tratados como estrangeiros. Em seguida, declarou guerra aos Estados Unidos.
Durante um minuto os concheanos respiraram o ar da liberdade, mas após este curto período, o recém nomeado Primeiro Ministro da República da Concha, Dennis Wardlow, pediu uma trégua ao governo americano, e em seguida enviou uma petição às Nações Unidas, exigindo 1 bilhão de dólares como fundo para reconstrução do país, após o cerco federal.
Como o governo Reagan não contestou a declaração de Independência, mesmo após a rendição, os habitantes desta república continuam independentes. Hoje, a república da Concha possui passaporte erepresentações diplomáticas em trinta países, incluindo os Estados Unidos.

08 março, 2006

Série Povos Expulsos de seus lares sem a mínima complacência em pleno século XX - Ilhas Chagos e Diego Garcia




Nosso vigésimo país oprimido que ninguém conhece merece menção honrosa em nossa publicação. O arquipélago de Chagos é um território dependente da Grã Bretanha, com o nome de British Indian Ocean Territory, e sua população, exilada, ultrapassa dois mil habitantes. É, segundo a rede BBC, um dos episódios mais sórdidos da sórdida história britânica. Durante as décadas de 60 e 70, os habitantes de Chagos, cuja maior ilha é Diego Garcia (a mais conhecida), foram discretamente expulsos de suas terras e exilados em Seichelles e Maurício. O motivo: os americanos, que não têm nada a ver com o território, decidiram instalar uma base militar na região, que serviria para bombardear países locais, que ousassem desafiar as ordens de Washington. Foi daí que partiram os últimos ataques norte-americanos, contra Afeganistão e Iraque. Além da localização convenientemente estratégica, as ilhas servem como meio de demonstração do poderio americano na região. Um avião bombardeiro B-52 ou um Stealth poderia, saindo de Diego Garcia, alcançar qualquer país da costa leste da África, sul da Ásia ou mesmo chegar à Oceania.
O caso das ilhas Chagos é uma mistura de racismo puro e simples, desejo de poder e desrespeito às normas que regem a declaração Universal dos Direitos Humanos, que pouquíssimos países no mundo podem alegar cumprir. Em 2000 a Suprema Corte Britânica decidiu que a ordem de expatriação dos chagossianos era ilegal (rá, rá, rá) e eles poderiam voltar, exceto para Diego Garcia, onde ficam os cães assassinos de aluguel dos EUA. Resta saber porque a ONU permitiu a deportação em 1960-70 (que pergunta estúpida, a ONU não permitiu, mas quem se importa?) e até hoje não promulgou nenhuma sanção contra Grã Bretanha e Estados Unidos?

09 fevereiro, 2006

Série Povos Oprimidos em Regiões Recém-Descobertas que ninguém dá a mínima 19 - Aceh Darussalam




A região de Aceh Darussallam compreende todo o Norte da Ilha de Sumatra, hoje território autônomo da Indonésia. Mas antes de ser parte da república islâmica, Aceh foi sucessivamente colônia holandesa, protetorado britânico e sultanato independente, estabelecido desde o século VIII pelos conquistadores islâmicos das ilhas indonésias. Pode-se dizer que Aceh é a Matriz fundadora dos estados islâmicos da região, incluindo a cidade estado de Cingapura, o sultanato de Brunei e a Malásia, além da indonésia. Durante a idade Média européia, toda a região das ilhas indonésias e sul da península malaia era dominada por pequenos sultanatos rivais, que estabeleceram-se na grande expansão islâmica dos séculos VIII em diante. De fato, causa espanto o fato de que a região, uma espécie de intermediária entre a civilização hindu e budista, tenha tornado-se islâmica, distante do foco central do movimento, o Oriente Médio. Aceh tornou-se centro do maior país islâmico do mundo, sendo um dos poucos não-árabes ou arabizados entre as nações islâmicas.
Com todo este passado de domínio, o sultanato de Aceh foi um dos primeiros a serem cooptados pelas forças imperialistas européias para tornar-se uma espécie de protetorado. Aceh não se submeteu, e em 1880 caia frente às forças holandesas. Como uma espécie de retaliação, o centro de gravidade político e econômico da região foi lentamente mudado para Bornéu, de onde nunca mais saiu. Após a independência, em 1945, a Indonésia ocupou antigos protetorados com certo grau de autonomia na região, entre eles Aceh e Timor Leste (hoje independente).
A população de Aceh, hoje na casa de 4 milhões de pessoas, considera a ocupação uma agressão estrangeira. A população do antigo sultanato segue de forma mais rígida o Islam, sendo que uma das exigências para o acordo de paz de 2003 que pôs fim a anos de guerra sangrente foi a aceitação da Sharia (o código civil islâmico) como a lei fundamental em Aceh. A língua local é similar ao bahasa indonésio, mas com uma grande incorporação de palavras árabes, sendo que a escrita utilizada no dia a dia é o cursivo arábico. Além de uma maior participação nos destinos da região autônoma, o governo de Aceh recebe substancial parcela dos lucros na exploração de petróleo e gás na região, uma das mais ricas do país. Tudo para não perder o controle deste pequeno e rico pedaço do arquipélago.

13 janeiro, 2006

Série Arquipélagos Completamente Esquecidos em Localidades onde Judas perdeu as Unhas 18 - Ilhas Franz Josef




O arquipélago de Franz Josef é uma nação oprimida por um governo alienígena, o russo. As terras onde o mesmo se localiza estão entre as ilhas Spitzbergen, uma colônia norueguesa, as ilhas Severnaya, o mar de Barents e o mar de Kara, tendo ao norte o polo norte. Constitui-se de 191 ilhas cobertas de gelo, habitadas por belugas, morsas, raposas do ártico e eventualmente ursos polares. As ilhas receberam seu nome em homenagem ao imperador Franz Josef, da Áustria Hungria, em 1873, quando foi descoberto, na febre de descobrimentos polares que tomava conta da triunfante Europa do século XIX. Após o domínio Austro Húngaro, passou por mãos norueguesas e alemãs, antes de ser incorporada a antiga União Soviética em 1926.
A importância do arquipélago para os soviéticos era tamanha que durante a Guerra Fria as terras de Franz Josef foram consideradas reserva de segurança nacional, tendo diversas estações de monitoramento instaladas em suas ilhas mais importantes. A causa disso é simples: se algum dia uma das duas superpotências em guerra resolvesse explodir o planeta, atirando seus mísseis intercontinentais balísticos na outra utilizaria o espaço aéreo polar, que é livre de interferências de tráfego aéreo e é pouco policiado. Um míssel teria poucas chances de ser interceptado se sobrevoasse os ursos e as focas da região ártica; além disso, a distância entre os dois países é bem menor e caso errassem, os mísseis russos cairiam no Canadá, o que não seria grande perda...
Pela liberdade das pedras cobertas de gelo do mundo!

22 novembro, 2005

Série Países Oprimidos pela política econômica do Governo Lula 16 - FIESP





Segundo Afonso Imhof, a FIESP pode ser considerada um país dentro de outro. Os habitantes que estão sob a lealdade da bandeira da FIESP são cerca de 18 mil industrias do estado de São Paulo. Para Imhof, esta lealdade aos ideiais fiespianos faz da entidade um poder autônomo, com capacidade de pressão sobre o governo opressor a que estão submetidos, neste caso o brasileiro. Os industriais da FIESP lutam, entre outros ideiais, por salários menores, menos entraves burocráticos, menos leis trabalhistas, menores impostos, menores taxas de juros a curto, médio e longo prazo, liberdade de exportação, de pensamento, de ação e principalmente, liberdade para ganhar dinheiro.

Contra a opressão no mundo!

Nota: Para Imhof, São Paulo também é um país oprimido, mas isto fica para outra hora...

09 novembro, 2005

Séries Rochas de estimação disputadas por Países imperialistas 15 - Hans Island




Com a fabulosa superfície de 1,3 km², a ilha Hans, situada no estreito de Nares, entre o território Nuvanut e a Groenlândia (isso deve ter ajudado a localizá-la) é objeto de disputa entre duas potências imperialistas: o Canadá e a Dinamarca. Os canadenses dizem que a pedra é deles, enquanto os dinamarqueses dizem que a pedra lhes pertence. Neste meio tempo, as oprimidas populações de musgos e líquens que habitam a ilha no verão seguem suas oprimidas vidas alheias ao combate mortal que se desenrola pelo controle deste importante paraíso econômico no extremo norte do planeta.

Alguns eventos recentes na guerra pela Ilha Hans:

1983 - Jatos da Real Força Aérea dinamarquesa sobrevoam a região;
1988 - Desembarque de tropas dinamarquesas na pedra (ilha), onde constroem um ... monte de pedras e enfiam nele uma bandeira (foto);
1995 - Como o vento derrubou a primeira bandeira, outra operação de guerra é enviada para hastear outro pavilhão na pedra (ilha);
2001 - Geologistas imperialistas canadenses aportam na ilha, durante trabalhos de mapeamento das ilhas Ellesmere (canadenses);
2002- Os dinamarqueses botam outra bandeira na ilha (pedra);
2003 - Idem;
2005 - Soldados canadenses invadem a ilha, erigem um monumento tradicional inuit, o inukshuk (um monte de pedras), além de uma bandeira canadense e uma placa de bronze;
2005 - O governo dinamarques escreve uma carta ao governo canadense demonstrando todo o seu desgosto pela invasão imperialista;
2005 - A questão permanece em aberto, mas os dois governos continuam em disputas jurídicas e diplomáticas pelo controle da pedra (ilha);

Para o futuro

2006- O governo canadense pede apoio logístico da OTAN e invade a ilha Hans; o governo dinamarques, em represália, juntamente com a União Européia inicia o ataque às principais cidades canadenses, incluindo Montreal, Vamcouver e Ottawa. Os canadenses disparam três ICBMs emprestados pelos americanos contra Copenhaguem e Brondby, mas acabam acertando Munique e Rotterdam. Os europeus retaliam com o lançamento de 250 ogivas termo-nucleares contra posições russas, chinesas e norte-americanas. O hemisfério norte se destrói numa guerra de proporções apocalípticas e, depois de uns vinte anos de inverno nuclear, os sobreviventes, brasileiros e australianos, herdam a Terra.

27 outubro, 2005

Série Territórios Escravizados por Nações Não Imperialistas que respeitam a Autonomia Local 14 - Ilhas Aaland





As ilhas Aaland são um exemplo clássico do que fazer com uma minoria em território nacional: dar-lhe autonomia. Os aalanders são tecnicamente parte do estado finlandês, do qual fazem parte, mas seus laços culturais são com os suecos. Assim, os aalanders estariam destinados a fazer parte das estatisticas de dizimação cultural por parte das maiorias nacionais que, com raras exceções (o território Nuvanut, no Canadá, por exemplo), são a regra no mundo atual. As ilhas são uma entidade autônoma agregada ao Estado da Finlândia, com direito a língua, preservação dos costumes e um parlamento próprio, com trinta assentos. Além disso, em matérias que repercutam entre a sociedade, os aalanders têm direito a um referendo próprio, separado da Finlândia, onde decidem os rumos a serem tomados pelo seu governo. Por exemplo, durante as negociações da Finlândia para sua entrada na UE, os aalanders decidiram que as ilhas deveriam associar-se por meio de um protocolo entre o governo local e o da Finlândia. A população das ilhas é de cerca de 26 mil habitantes, divididos em 16 municipalidades, sendo a mais importante a cidade de Mariehamn, com seus dez mil habitantes. A economia local se baseia essencialmente no setor primário e de serviços, com destaque para as companhias de navegação.

Uma reflexão interessante a ser feita apóa ler estas linhas é: o que seria de nossas centenas de minorias nacionais no Brasil se o governo nacional garantisse a elas uma autonomia similar à conquistada pelos aalanders?