11 abril, 2006

Série Países Oprimidos que podem servir de pretexto para a invasão americana no Irã 24 - Ilhas de Abu Musa, Grande Tanab e Pequena Tanab





As ilhas em questão são três pequenas extensões de terra cercadas de água por todos os lados, exceto por cima, localizadas no golfo pérsico, ou arábico, bem na entrada do dito cujo golfo. Apesar de serem literalmente desabitadas e deserticas, as ilhas são alvo de uma intensa disputa entre Irã, o imperialista invasor, e os Emirados Árabes Unidos, um conglomerado de interesses de senhores semi-feudais de terras, famílias nobres descendentes dos antigos conquistadores árabes da região, que se uniram em um estado federativo para não terem o mesmo fim que outros principados e potentados locais, absorvidos pela Arábia Saudita.
As três ilhas têm um valor estratégico enorme, pois a partir de suas águas territoriais é possível controlar a entrada e saída de embarcações do golfo pérsico, além de acreditar-se que nestas mesmas águas existam extensos reservatórios inexplorados de petróleo e gás natural. Dito isso, passemos ao problema: a quem pertencem Abu Musa, Grande Tanab e Pequena Tanab?
Um documento do século XIX estabelece que as ilhas são parte integrante do patrimônio familiar dos Al-Khawasmeh, sheiks que controlam boa parte do território dos Emirados de Ras Al-Khaimah e Sharjah. Estes sheiks também possuíam propiedades do outro lado do golfo, em território hoje iraniano, o que motiva a disputa entre ambos os estados. Ao perder a soberania sobre a parte iraniana de seus domínios, os Al-Khawasmeh conservaram seus domínios sobre o território da península arábica, incluindo as supra citadas ilhas da embocadura do golfo. O Irã contesta esta soberania, por considerar as ilhas parte do território perdido pelo sheik para os iranianos. Em 1971, num ousada ação militar, os iranianos, apoiados por só deus sabe quem (USA) resolveram invadir as ilhas e o conflito pela posse das mesmas continua em nível diplomático até hoje. Mas este conflito diplomático poderia sair da atual conjuntura se os iranianos conseguissem irritar o suficiente seus antigos aliados americanos ao ponto de eles invadirem o Irã, sob pretexto de libertar as ilhas das garras imperialistas do país ariano.
Pela independência das ilhas do golfo!

28 março, 2006

Série Futuros Continentes Formando-se no Pacífico dominados por potências imperialistas visionárias 23 - Ilhas Kermadec





As ilhas Kermadec, como o próprio nome diz, são um território insular localizados algumas centenas de quilometros (800) da Nova Zelândia, sua metrópole. O território é desabitado, ou seja, não tem ninguém morando lá. Além de desabitado, também é um pouco isolado, o que talvez explique a afirmativa anterior. Dados de arqueológos indicam a presença de populações polinésias na região entre os séculos 10 e 14, quando abandonaram a área ou se estinguiram.
As ilhas localizam-se na região subtropical do globo, com imensas florestas endêmicas, ou seja, qu só existem por ali. Também destaca-se pelos frequentes e diários terremotos que vicejam na região, localizada entre as placas tectonicas do Pacífico e da Austrália-Índia. As altitudes variam entre 80 metros e 1500 metros, e estão diariamente em processo de formação nos diversos vulcões ativos que formam a crosta local.
O objetivo do governo neo- zelandês, além de proteger os ratos que imigraram da Europa e destruiram a vida animal da região, é apossar-se de uma fonte de terras novas aparentemente inesgotável, já que daqui a alguns milhões de anos, a região deverá formar um pequeno continente, juntamente com Tonga.
Contra o imperialismo com motivos futuros excusos!

24 março, 2006

Série Pedras cobertas por ninhos de passarinhos oprimidas por disputas imperialistas 22 - Machias Seal Island




A ilha de Machias Seal localiza-se no Canadá, na fronteira marítima entre o estado de New Brunswick e o Maine, nos Estados Unidos. Geologicamente, a ilha faz parte do arquipélago de Grand Manan, uma série de rochas escavads pela ação do gelo durante as ultimas glaciações, a maior parte desabitadas.
A oprimida população de ilhéus compõem-se principalmente de aves marítimas que fazem escala na ilha durante a temporada de migração para o sul, quando as espécies do ártico como a Fratercula arctica e o Sterna hirundo, ambas espécies que vivem ao redor do ártico, alimentando-se exclusivamente de peixes. Estas oprimidas populações, são disputadas em virtude da ambigüidade do texto do tratado de Paris, em 1783, que pôs fim à guerra de independência dos Estados Unidos e especificou a fronteria entre a colônia inglesa do Canadá e os americanos. O texto dá margem à diversas interpretações, dependendo do lado em que se está. A ilha permanece pois como uma disputa territorial entre ambos os países, o que poderia levá-los a uma sangrenta guerra de proporções apocalípticas (basicamente, as piores partes da Bíblia).
No meio deste conflito, os pobres animaizinhos permanecem sobre o jugo do Departamento Florestal Canadense, que possui um farol e estações de pesquisa na região, destinados ao acompanhamento das espécies migratórias. A solução ideal para o conflito seria declarar a independência de Machias Seal Island, antes que o governo George W. Bush resolva utilizar a disputa como pretexto para invadir a ilha...

17 março, 2006

Série Nações Bem sucedidas em seus desígnios de liberdade 21 - República da Concha (essa é muito boa)




A república da Concha obteve sua soberania após séculos de dominação imperialista americana no dia 23 de abril de 1982. A ação foi uma resposta a um bloqueio em que a patrulha rodoviária imperialista americana bloqueou a US 01, única via de acesso entre as ilhas e a Flórida. A medida da patrulha visava evitar que imigrantes ilegais entrassem nos Estados Unidos, como se as Keys não fizessem parte do mesmo... Em resposta a este ato de evidente agressão de seus direitos como cidadãos americanos, o prefeito das Keys, Dennis Wardlow, declarou independência dos Estados Unidos, uma vez que estavam sendo tratados como estrangeiros. Em seguida, declarou guerra aos Estados Unidos.
Durante um minuto os concheanos respiraram o ar da liberdade, mas após este curto período, o recém nomeado Primeiro Ministro da República da Concha, Dennis Wardlow, pediu uma trégua ao governo americano, e em seguida enviou uma petição às Nações Unidas, exigindo 1 bilhão de dólares como fundo para reconstrução do país, após o cerco federal.
Como o governo Reagan não contestou a declaração de Independência, mesmo após a rendição, os habitantes desta república continuam independentes. Hoje, a república da Concha possui passaporte erepresentações diplomáticas em trinta países, incluindo os Estados Unidos.

08 março, 2006

Série Povos Expulsos de seus lares sem a mínima complacência em pleno século XX - Ilhas Chagos e Diego Garcia




Nosso vigésimo país oprimido que ninguém conhece merece menção honrosa em nossa publicação. O arquipélago de Chagos é um território dependente da Grã Bretanha, com o nome de British Indian Ocean Territory, e sua população, exilada, ultrapassa dois mil habitantes. É, segundo a rede BBC, um dos episódios mais sórdidos da sórdida história britânica. Durante as décadas de 60 e 70, os habitantes de Chagos, cuja maior ilha é Diego Garcia (a mais conhecida), foram discretamente expulsos de suas terras e exilados em Seichelles e Maurício. O motivo: os americanos, que não têm nada a ver com o território, decidiram instalar uma base militar na região, que serviria para bombardear países locais, que ousassem desafiar as ordens de Washington. Foi daí que partiram os últimos ataques norte-americanos, contra Afeganistão e Iraque. Além da localização convenientemente estratégica, as ilhas servem como meio de demonstração do poderio americano na região. Um avião bombardeiro B-52 ou um Stealth poderia, saindo de Diego Garcia, alcançar qualquer país da costa leste da África, sul da Ásia ou mesmo chegar à Oceania.
O caso das ilhas Chagos é uma mistura de racismo puro e simples, desejo de poder e desrespeito às normas que regem a declaração Universal dos Direitos Humanos, que pouquíssimos países no mundo podem alegar cumprir. Em 2000 a Suprema Corte Britânica decidiu que a ordem de expatriação dos chagossianos era ilegal (rá, rá, rá) e eles poderiam voltar, exceto para Diego Garcia, onde ficam os cães assassinos de aluguel dos EUA. Resta saber porque a ONU permitiu a deportação em 1960-70 (que pergunta estúpida, a ONU não permitiu, mas quem se importa?) e até hoje não promulgou nenhuma sanção contra Grã Bretanha e Estados Unidos?

09 fevereiro, 2006

Série Povos Oprimidos em Regiões Recém-Descobertas que ninguém dá a mínima 19 - Aceh Darussalam




A região de Aceh Darussallam compreende todo o Norte da Ilha de Sumatra, hoje território autônomo da Indonésia. Mas antes de ser parte da república islâmica, Aceh foi sucessivamente colônia holandesa, protetorado britânico e sultanato independente, estabelecido desde o século VIII pelos conquistadores islâmicos das ilhas indonésias. Pode-se dizer que Aceh é a Matriz fundadora dos estados islâmicos da região, incluindo a cidade estado de Cingapura, o sultanato de Brunei e a Malásia, além da indonésia. Durante a idade Média européia, toda a região das ilhas indonésias e sul da península malaia era dominada por pequenos sultanatos rivais, que estabeleceram-se na grande expansão islâmica dos séculos VIII em diante. De fato, causa espanto o fato de que a região, uma espécie de intermediária entre a civilização hindu e budista, tenha tornado-se islâmica, distante do foco central do movimento, o Oriente Médio. Aceh tornou-se centro do maior país islâmico do mundo, sendo um dos poucos não-árabes ou arabizados entre as nações islâmicas.
Com todo este passado de domínio, o sultanato de Aceh foi um dos primeiros a serem cooptados pelas forças imperialistas européias para tornar-se uma espécie de protetorado. Aceh não se submeteu, e em 1880 caia frente às forças holandesas. Como uma espécie de retaliação, o centro de gravidade político e econômico da região foi lentamente mudado para Bornéu, de onde nunca mais saiu. Após a independência, em 1945, a Indonésia ocupou antigos protetorados com certo grau de autonomia na região, entre eles Aceh e Timor Leste (hoje independente).
A população de Aceh, hoje na casa de 4 milhões de pessoas, considera a ocupação uma agressão estrangeira. A população do antigo sultanato segue de forma mais rígida o Islam, sendo que uma das exigências para o acordo de paz de 2003 que pôs fim a anos de guerra sangrente foi a aceitação da Sharia (o código civil islâmico) como a lei fundamental em Aceh. A língua local é similar ao bahasa indonésio, mas com uma grande incorporação de palavras árabes, sendo que a escrita utilizada no dia a dia é o cursivo arábico. Além de uma maior participação nos destinos da região autônoma, o governo de Aceh recebe substancial parcela dos lucros na exploração de petróleo e gás na região, uma das mais ricas do país. Tudo para não perder o controle deste pequeno e rico pedaço do arquipélago.

13 janeiro, 2006

Série Arquipélagos Completamente Esquecidos em Localidades onde Judas perdeu as Unhas 18 - Ilhas Franz Josef




O arquipélago de Franz Josef é uma nação oprimida por um governo alienígena, o russo. As terras onde o mesmo se localiza estão entre as ilhas Spitzbergen, uma colônia norueguesa, as ilhas Severnaya, o mar de Barents e o mar de Kara, tendo ao norte o polo norte. Constitui-se de 191 ilhas cobertas de gelo, habitadas por belugas, morsas, raposas do ártico e eventualmente ursos polares. As ilhas receberam seu nome em homenagem ao imperador Franz Josef, da Áustria Hungria, em 1873, quando foi descoberto, na febre de descobrimentos polares que tomava conta da triunfante Europa do século XIX. Após o domínio Austro Húngaro, passou por mãos norueguesas e alemãs, antes de ser incorporada a antiga União Soviética em 1926.
A importância do arquipélago para os soviéticos era tamanha que durante a Guerra Fria as terras de Franz Josef foram consideradas reserva de segurança nacional, tendo diversas estações de monitoramento instaladas em suas ilhas mais importantes. A causa disso é simples: se algum dia uma das duas superpotências em guerra resolvesse explodir o planeta, atirando seus mísseis intercontinentais balísticos na outra utilizaria o espaço aéreo polar, que é livre de interferências de tráfego aéreo e é pouco policiado. Um míssel teria poucas chances de ser interceptado se sobrevoasse os ursos e as focas da região ártica; além disso, a distância entre os dois países é bem menor e caso errassem, os mísseis russos cairiam no Canadá, o que não seria grande perda...
Pela liberdade das pedras cobertas de gelo do mundo!

22 novembro, 2005

Série Países Oprimidos pela política econômica do Governo Lula 16 - FIESP





Segundo Afonso Imhof, a FIESP pode ser considerada um país dentro de outro. Os habitantes que estão sob a lealdade da bandeira da FIESP são cerca de 18 mil industrias do estado de São Paulo. Para Imhof, esta lealdade aos ideiais fiespianos faz da entidade um poder autônomo, com capacidade de pressão sobre o governo opressor a que estão submetidos, neste caso o brasileiro. Os industriais da FIESP lutam, entre outros ideiais, por salários menores, menos entraves burocráticos, menos leis trabalhistas, menores impostos, menores taxas de juros a curto, médio e longo prazo, liberdade de exportação, de pensamento, de ação e principalmente, liberdade para ganhar dinheiro.

Contra a opressão no mundo!

Nota: Para Imhof, São Paulo também é um país oprimido, mas isto fica para outra hora...

09 novembro, 2005

Séries Rochas de estimação disputadas por Países imperialistas 15 - Hans Island




Com a fabulosa superfície de 1,3 km², a ilha Hans, situada no estreito de Nares, entre o território Nuvanut e a Groenlândia (isso deve ter ajudado a localizá-la) é objeto de disputa entre duas potências imperialistas: o Canadá e a Dinamarca. Os canadenses dizem que a pedra é deles, enquanto os dinamarqueses dizem que a pedra lhes pertence. Neste meio tempo, as oprimidas populações de musgos e líquens que habitam a ilha no verão seguem suas oprimidas vidas alheias ao combate mortal que se desenrola pelo controle deste importante paraíso econômico no extremo norte do planeta.

Alguns eventos recentes na guerra pela Ilha Hans:

1983 - Jatos da Real Força Aérea dinamarquesa sobrevoam a região;
1988 - Desembarque de tropas dinamarquesas na pedra (ilha), onde constroem um ... monte de pedras e enfiam nele uma bandeira (foto);
1995 - Como o vento derrubou a primeira bandeira, outra operação de guerra é enviada para hastear outro pavilhão na pedra (ilha);
2001 - Geologistas imperialistas canadenses aportam na ilha, durante trabalhos de mapeamento das ilhas Ellesmere (canadenses);
2002- Os dinamarqueses botam outra bandeira na ilha (pedra);
2003 - Idem;
2005 - Soldados canadenses invadem a ilha, erigem um monumento tradicional inuit, o inukshuk (um monte de pedras), além de uma bandeira canadense e uma placa de bronze;
2005 - O governo dinamarques escreve uma carta ao governo canadense demonstrando todo o seu desgosto pela invasão imperialista;
2005 - A questão permanece em aberto, mas os dois governos continuam em disputas jurídicas e diplomáticas pelo controle da pedra (ilha);

Para o futuro

2006- O governo canadense pede apoio logístico da OTAN e invade a ilha Hans; o governo dinamarques, em represália, juntamente com a União Européia inicia o ataque às principais cidades canadenses, incluindo Montreal, Vamcouver e Ottawa. Os canadenses disparam três ICBMs emprestados pelos americanos contra Copenhaguem e Brondby, mas acabam acertando Munique e Rotterdam. Os europeus retaliam com o lançamento de 250 ogivas termo-nucleares contra posições russas, chinesas e norte-americanas. O hemisfério norte se destrói numa guerra de proporções apocalípticas e, depois de uns vinte anos de inverno nuclear, os sobreviventes, brasileiros e australianos, herdam a Terra.

27 outubro, 2005

Série Territórios Escravizados por Nações Não Imperialistas que respeitam a Autonomia Local 14 - Ilhas Aaland





As ilhas Aaland são um exemplo clássico do que fazer com uma minoria em território nacional: dar-lhe autonomia. Os aalanders são tecnicamente parte do estado finlandês, do qual fazem parte, mas seus laços culturais são com os suecos. Assim, os aalanders estariam destinados a fazer parte das estatisticas de dizimação cultural por parte das maiorias nacionais que, com raras exceções (o território Nuvanut, no Canadá, por exemplo), são a regra no mundo atual. As ilhas são uma entidade autônoma agregada ao Estado da Finlândia, com direito a língua, preservação dos costumes e um parlamento próprio, com trinta assentos. Além disso, em matérias que repercutam entre a sociedade, os aalanders têm direito a um referendo próprio, separado da Finlândia, onde decidem os rumos a serem tomados pelo seu governo. Por exemplo, durante as negociações da Finlândia para sua entrada na UE, os aalanders decidiram que as ilhas deveriam associar-se por meio de um protocolo entre o governo local e o da Finlândia. A população das ilhas é de cerca de 26 mil habitantes, divididos em 16 municipalidades, sendo a mais importante a cidade de Mariehamn, com seus dez mil habitantes. A economia local se baseia essencialmente no setor primário e de serviços, com destaque para as companhias de navegação.

Uma reflexão interessante a ser feita apóa ler estas linhas é: o que seria de nossas centenas de minorias nacionais no Brasil se o governo nacional garantisse a elas uma autonomia similar à conquistada pelos aalanders?

21 outubro, 2005

Série Nações Exploradas por Duas Nações Exploradoras (essa é nova) 13 - Ilha Saint Martin/Sint Maarten




A Ilha Saint Martin/Sint Maarten é um pequeno país insular no Caribe, o único lugar no mundo em que a França faz fronteira com a Holanda. Com uma superfície de 37 km², a ilha conseguiu a façanha de ser dividida entre franceses ao norte (20 km²) e holandeses ao sul (17 km²). Diz a lenda que a divisão de fronteiras se deu por um método bastante interessante: os franceses e holandeses percorreram a ilha completamente bêbados, os primeiros com vinho e os segundos com gin. Como o vinho é um pouquinho menos alcoólico que o gin, os holandeses acabaram demarcando menos território antes de caírem de bêbados na fronteira. Assim, a ilha torna-se colônia de dois países, o que a garante como uma honrada estrela de nossa galeria de países oprimidos neste planeta. Os habitantes da ilha são em sua maioria descendentes de franceses e holandeses, já que os arawak que habitavam o lugar morreram por razões desconhecidas da historiografia local (talvez tiros ou doenças da Europa, sabe-se lá Deus como, já que a Europa é longe). Após a ocupação holandesa no século XVII, a ilha já foi invadida umas vinte vezes, por espanhóis e franceses, estes últimos bem sucedidos, pois acabaram ficando com metade dela. Já foi um grande produtor de açúcar para o mercado europeu, mas hoje vive do turismo. As línguas oficiais da região são o francês (em Saint Martin) e o holandês (em Sint Maarten), mas para não dar confusão, todo mundo fala inglês também.
Contra a opressão no mundo de hoje!

19 outubro, 2005

Série Populações Oprimidas por Populações Oprimidas por Populações Opressoras 12 - Oceania - Ilha Niue




A ilha Niue é uma pequena nação localizada próxima a Tonga (isso deve ter ajudado muito na localização), com uma superfície de 260 km². Sua população atual é de cerca de 2166 habitantes, e vem declinando muito nos últimos anos devido à imigração para países como a Nova Zelândia.
Politicamente, os niueans são governados por um parlamento local, com vinte assentos, mas mantém sua política externa sob controle da Nova Zelândia. Desta forma, os Niueans mantém-se ocupados com o governo interno, enquanto são representados externamente pelos neo-zelandeses. Mas isso é apenas o início do problema. A Nova Zelândia, por sua vez, também é uma entidade política autônoma, mas sua política externa é definida por seu chefe de Estado (como qualquer outro país) que, por sua vez, não é ninguém menos que a rainha da Inglaterra. Assim, os niueans são colônia de uma colônia, o que os torna um caso único no mundo.
A economia deste pequeno país depende adivinhem ... do turismo e da venda de selos. Como qualquer pequeno país da Oceania, Niue não consegue manter um montante de serviços governamentais para uma população tão escassa, e depende largamente de ajuda externa para sobreviver como entidade autônoma.

10 outubro, 2005

And the Nobel goes to - AIEA vence o Nobel da Paz (eu queria o Bush...)



Nota das Fotos

1) A fórmula do Genocídio Instantâneo;
2) Os adoradores da bomba;
3) O premiado, El Baradei, da AIEA;

A Agência Internacional de Energia Atômica, a AIEA, venceu o concorridíssimo Prêmio Nobel da Paz, em uma decisão interessante do comitê do prêmio, em Oslo. Nada contra a agência da ONU, criada com a função específica de evitar os perigos da proliferação atômica no mundo. Da arma pioneira criada pelos americanos em 1945 até a sua contrapartida soviética, diversos países conseguiram manter um programa legalizado de armas nucleares sob as bençãos da agência, entre elas Grã Bretanha e França. Se não fossem as atividades pioneiras do químico Linus Pauling (aquele que inventou boa parte das regrinhas da química moderna que se aprende na escola), este o ganhador de dois nobels (de Química e da Paz, por sua luta contra a proliferação dos testes de superfície de armas nucleares) o mundo até hoje estaria vendo testes realizados por novos candiddatos ao clube do NUKE. Entre os fracassos da AIEA estão a posse de armas nucleares por países como Índia, China, Paquistão, Israel, e talvez, Irã, Coréia do Norte e Ucrânia. Hoje, 40 países têm tecnologia suficiente para construir um arsenal atômico em alguns meses. O atual arsenal atômico mundial, de cerca de umas 30 mil ogivas, seria o suficiente para destruir o ... Sistema Solar inteirinho.
Parabéns a AIEA.

04 outubro, 2005

Série Países realmente oprimidos e completamente desconhecidos 11 - Geleira Siachen



Nota das fotos:

1) O que levar.
2) Como chegar.
3) Como é que o canhão chegou lá em cima, ninguém sabe...

A guerra de Siachen, apesar de sua inacreditável importância, não está diariamente nos jornais e na mídia em geral. Siachem é uma geleira que fica em território paquistanês, a 6000 metros de altitude média, e é reinvindicada pela Índia. A guerra pela geleira já dura longos 21 anos (foi invadida em 1984 pelos indianos). Cerca de 50% dos soldados enviados para a geleira ficam por lá, mortos, e os que retornam desenvolvem sérios distúrbios mentais (um exemplo de distúrbio mental é lutar durante 20 anos por um pedaço de gelo no meio do nada). A Índia gasta anualmente cerca de 1 milhão de dólares por dia para manter a complexa rede de operações militares e logísticas, com o objetivo de libertar as nascentes do rio Indus (o segundo maior do país) das garras colonialistas do Paquistão e da China (que, por acaso, também disputa a geleira). A verdade é que a guerra é pelo controle das fontes de água nas geladas montanhas, e o país que controlá-las terá em mãos um produto de valor cada vez mais alto no mundo em que vivemos.
Pela liberdade do Yeti e do Pé Grande (que também moram por ali)!

Uma viagem de Ácido - cortesia de David - Viajando pelo fantástico mundo de Bob




Nota das fotos

1) O lendário Cão Saci;
2) O poço de água salitrosa monorgânica;
3) Vista aérea das terras de Arakyab;

Budal, Cidade pertencente a AraKyab, região da U.R.S.S entre o Maciço Armoricano e Bezerra. História: No século III aC, os germanos ocuparam a região, também conhecida como microregião da Campana, mas devido a influencia austrobasáltica também predominou o nome obtuso de Alcolea. A presença dos Aleutas, povos nômades oriundos da grã-crimenia marcaram influencia nessa região. Ocorre que os costumes foram todos marcados por sucessivas incursões desses elementos negrofilos, inclusive na escrita coneilucida. Os últimos elementos que se fixaram na região tornaram-se sedentários o que contribuiu para que surgisse uma doença que quase dizimou com a população que por volta de 324 dC era em torno de 234.298 habitantes. O sedentarismo, em virtude da falta de água potável forçou tais indivíduos a suprirem suas necessidades com água vinda de uma fonte contaminada com salitre monoorganico muito comum naquela região, alguns indivíduos tomados pelo sedentarismo que os consumia acabaram por morrer quase que instantaneamente. O sedentarismo por sua vez era mais forte nas mulheres e crianças que enquanto os homens eram os guardiões das Ramatas ( ramatas eram as aldeias em que eles habitavam), as mulheres e crianças eram caçadores e coletores, caçavam porco do mato, gato jaguar, o cão saci, muito comum na região. Este último exemplar era assim chamado por causa da falta congênere de uma das patas, o que fazia com que utilizasse o membro reprodutor como uma adaptação da perna que lhe faltava. Todos esses animais eram caçados mas durante um ritual as somente as mulheres e crianças comiam com uma espécie de canudo introduzido no reto do animal, o liquido aminiotico e as pulselas. Eles julgavam que tal procedimento lhes daria sabedoria, no entanto, pelo excesso de sal hibridoproeico somente encontrado nesses espécimes, ocorria o sedentarismo. Nota-se que os homens por ingerir pouco ou quase nada desses alimentos não eram afetados pelo sedentarismo. Este povo foi dizimado por hordas de negroides que empurrados do sudoeste da áfrica em decorrência do colonialismo. Os afrineigres tinham um culto especifico para o deus évora que tinha a forma de um cão com três pernas. Quando os mesmos viram seus deuses sendo devorados por aquelas mulheres e crianças, houve uma chacina e todos morreram de maneira assustadora. Os afrineigres tornaram-se um grupo fechado e isolado do mundo desde então. Algumas expedições recentes tem sobrevoado a região a fim de que se faça contato com aquele povo que na verdade constitui uma lenda. Não se sabe aproximadamente qual o seu numero exato, estima-se que na área territorial que resta, cerca de 100 km quadrados, ainda restem cerca de 7.000.000 de descendentes de afrineigres escondidos. Nosso apelo é de que não os importunem a fim de que aquela cultura não seja influenciada pelo homem branco.

Nota do editor: As opiniões políticas do colunista necessariamente não condizem com a postura deste periódico;

03 outubro, 2005

Caderno de Esporte - Cortesia de MJD - Lutando contra a opressão em Jacu City




Notas das fotos (dúvidas mais frequentes sobre um torneio de sinuca em Pira City)

1) O que é?
2) O que comer?
3) Como chegar?


Nos próximos dias 08 e 09 de outubro vai acontecer no Bar e Mercearia Tabaldi, em Pira City, um grande Torneio de Sinuca Individual. O evento vem como uma campanha para levantar fundos para as vitimas da cerveja de Jacú City, que a muitos anos, deixa a população oprimida de Pira City nas mãos da elite de Jacú City.

TORNEIO DE SINUCA - Individual
Dias: 08 e 09 de Outubro.
Local: Bar e Mercearia Tabaldi
Rua: Conselheiro Pedreira, # 1840 - Barragem.
Localidade: Pira City ( afinal são explorados e dominados por Jacú City )

PREMIAÇÃO
1a. Lugar R$ 200,00
2a. Lugar R$ 100,00
3a. Lugar R$ 50,00
4a. Lugar R$ 25,00

Inscrições: R$ 15,00

Término das inscrições: 09/10 - Domingo, 15:30.
Contato: 424 08 76

02 outubro, 2005

Novo colunista estréia esta semana no wdworld




Nosso semanário sobre povos excluídos que ninguém conhece continua em sua prolífica campanha de contratação. Nosso mais novo companheiro em armas (literalmente) é o camarada David, um ex-soldado das forças de Pacificação Israelenses para a Cisjordânia e Faixa de Gaza (tradução oficial de Kill the Palestinian Corps, do original), além de ter sido criador do primeiro kibutz em Jacu City. Em breve, novas matérias escritas por nosso novo correspondente de guerra, acompanhando as lutas de libertação em todo o mundo oprimido.