13 janeiro, 2006

Série Arquipélagos Completamente Esquecidos em Localidades onde Judas perdeu as Unhas 18 - Ilhas Franz Josef




O arquipélago de Franz Josef é uma nação oprimida por um governo alienígena, o russo. As terras onde o mesmo se localiza estão entre as ilhas Spitzbergen, uma colônia norueguesa, as ilhas Severnaya, o mar de Barents e o mar de Kara, tendo ao norte o polo norte. Constitui-se de 191 ilhas cobertas de gelo, habitadas por belugas, morsas, raposas do ártico e eventualmente ursos polares. As ilhas receberam seu nome em homenagem ao imperador Franz Josef, da Áustria Hungria, em 1873, quando foi descoberto, na febre de descobrimentos polares que tomava conta da triunfante Europa do século XIX. Após o domínio Austro Húngaro, passou por mãos norueguesas e alemãs, antes de ser incorporada a antiga União Soviética em 1926.
A importância do arquipélago para os soviéticos era tamanha que durante a Guerra Fria as terras de Franz Josef foram consideradas reserva de segurança nacional, tendo diversas estações de monitoramento instaladas em suas ilhas mais importantes. A causa disso é simples: se algum dia uma das duas superpotências em guerra resolvesse explodir o planeta, atirando seus mísseis intercontinentais balísticos na outra utilizaria o espaço aéreo polar, que é livre de interferências de tráfego aéreo e é pouco policiado. Um míssel teria poucas chances de ser interceptado se sobrevoasse os ursos e as focas da região ártica; além disso, a distância entre os dois países é bem menor e caso errassem, os mísseis russos cairiam no Canadá, o que não seria grande perda...
Pela liberdade das pedras cobertas de gelo do mundo!

01 janeiro, 2006

Série Países realmente ferrados encravados entre nações opressoras em localidades que Deus esqueceu 17 - Ilha Bougainville





A ilha Bougainville deve este singelo nome ao seu descobridor, Louis de Bougainville, um navegador francês que passava por lá no século XVII e resolveu tomar posse da desabitada ilha (não havia nem um civilizado, então é desabitada) para seu país. Depois de uns três séculos de dominação e opressão estrangeira, os bouganvillenses (putz que horrível) conseguiram sua almejada liberdade, mas sobraram como província de Papua Nova Guiné, aquela meia ilha em cima da Austrália, habitada por umas 300o (três mil, sério) etnias diferentes, cada uma com uma língua. Revoltados com tamanha humilhação, os bouganvillenses resolveram reagir e, em meados da década de 80 (ninguém sabe ao certo quando e, na verdade, não interessa), fundaram o BRA, Exército revolucionário de Bougainville... Tudo parecia caminhar para a independência total da ilha, até que os rebeldes fizeram algo que foi sua sentença de morte: resolveram nacionalizar a companhia mineradora que explorava o cobre da ilha, BTZ (britânica). Os ingleses, utilizando sua colônia local chamada Austrália, venderam umas armas velhas que serviram para matar irlandeses na década de 70 ao governo Papua, que por sua vez as utilizou para matar 10% da população da ilha, uns 20 mil habitantes. Entre os crimes de guerra do governo Papua (australiano (inglês, nem eu sei mais direito)) estão o bloqueio marítimo às lhas, impedindo a entrada de ajuda humanitária (o que é proibido pela convenção de Genebra, aquela que torna a guerra uma coisa humana e mais leve para os não-combatentes), de alimentos (o que é proibido pela convenção de Genebra, aquela que torna a guerra uma coisa humana e mais leve para os não-combatentes), de remédios (o que é proibido pela convenção de Genebra, aquela que torna a guerra uma coisa humana e mais leve para os não-combatentes) e dos observadores internacionais (idem, mas que vão lá pra ver se a guerra está indo bem e não está destruindo nada que possa dar preju às empresas ocidentais). Em 1997 a guerra acabou, graças à eficaz e prestativa ação do governo da Nova Zelândia, também ela uma colônia inglesa na região.
Pela liberdade dos povos oprimidos!